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Existe sempre alguma coisa ausente, um vazio, um buraco, um hiato, um silêncio. Sentimos uma imensa, profunda falta de alguma coisa que não sabemos o que é. Seria alguém? Alguma coisa que perdemos pelo caminho? Um segredo? O tempo que passou? Os anos que não voltam mais?
Alguma coisa sempre faz falta, mas não sabemos o que é. Só é possível saber que essa ausência dói, machuca demais – dia após dia – sem remédio nem cura. Seria a dor dessas intermináveis esperas, desses chamados que não chegaram e quando vinham nunca traziam nem a palavra e nem a pessoa esperada? Ou a dor de saber que algumas coisas temos que viver e aprender de novo, e de novo, e de novo?
Talvez esse vazio não seja nada mais que a verdade, quando descobrimos que nada foi como esperávamos ou planejamos. Quando não sabemos quem ou o que realmente somos. Queremos sempre acreditar que existe apenas uma versão da verdade, contada por nós mesmos. Mas daí surge alguém que insiste em dar sua versão. A verdade é… há diversos tipos de verdades:A verdade encoberta,a verdade nua e crua.Meias verdades,verdades completas.Verdades brandas,verdades avassaladoras.E a verdade que dói!E essa verdade nós nunca queremos ouvir. A grande verdade é que somos todos comuns e sozinhos,e isso dói.
“Acho que há excesso de palavras faladas no mundo porque as pessoas temem em se ouvir, caso silenciem. Minha teoria pessoal é que falam por medo do que o silêncio pode revelar sobre elas. Ou falam para encobrir o fato de que não têm nada a dizer.” (Eliane Brum in “O Olho da Rua”)
Maravilhoso!
ResponderExcluirParece que você adivinha certas coisas,que eu estou passando no momento,e olha que nem nos conhecemos!
Fiquei encantada!Beijos.
Hey! Que texto belissímo,guria!
ResponderExcluirSempre surpreende!Um beijo enorme pra ti!
Bruno.
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