25 de jan. de 2009

Tenho andado meio distraída, pensando demais em trabalho, na vida. Não, nem um pouco ocupada, muito pelo contrário: desocupada demais. Aí já viu, sobra tempo pra ficar fazendo e pensando bobagens. Porém,deixando isso de lado, preciso contar:Quase sempre penso em você. Mais à noitezinha,por volta das 19 horas.E bem mais naqueles dias, que parecem que existe uma placa na testa da gente dizendo: “LOST!”. Ontem mesmo fiquei lembrando da última vez que, eu teria ouvido a sua voz.O pensamento que penso de você é fotográfico. Acho que daria para decorar uma casa, cheia de boas imagens com esses pensamentos. Esses dias fiquei olhando para a minha xícara de café,e lembrando das coisas engraçadas que você sempre dizia.Gastei um bom tempo tentando lembrar,qual teria sido a útima vez que nos falamos.Engraçado como tanta coisa mudou,mas o seu sorriso (Ah, teu sorriso,continua o mesmo).Bom,depois dessa overdose de nostalgia,de ficar lembrando dessas épocas deliciosamente melosas-piegas-bregas-banais e de encontrar meu segundo fio de cabelo branco, essa manhã tive a sensação de que nossa vida daria um livro, um filme talvez.Não,todas essas lembranças não me doem. Não trazem tristeza alguma. Nada que eu penso de você ameaça. Uma coisa é certa, nunca me lembro de te esquecer. Boas e bobas são as coisas todas que penso quando penso em você.
Sabe,o ano de 2008 não foi dos mais difíceis, mas passou longe de ser perfeito. Foram 12 meses de perdas:Perdi literalmente meu amor pelo trabalho.Perdi muitas vezes a fé nas pessoas e por diversas vezes perdi você de vista. Também perdi a conta de quantas vezes, perdi a vontade de desistir de você. Talvez perder seja o caminho para ganhar algumas vezes.Mas,hoje pedi que o Papai do Céu,te dê uma vida nova de presente, cheia de sonhos bons, escritos nas paredes da sua alma como canções-pop-rock que você adora.Pedi pra Ele nunca deixar que você se canse de andar, criar, transformar, sonhar e amar.Que daqui pra frente baby,você aprenda, todos os dias,a PERDER… o medo de ser feliz.

24 de jan. de 2009

Durante muito tempo andei com um ar de pessimismo, algo meio “blasé” estampado na cara. A grande verdade é que ficava apenas tentando esconder uma esperança, capaz de parar o mundo. Mas em cada momento de ruptura minha fraqueza ficou exposta, com ela, as grandes expectativas frustradas. Na minha vida sempre foi assim: sempre desejei aquilo que não podia ter. Pouco importa o quanto tenha tentando ou quão boas tenham sido as minhas intenções: os sonhos desfeitos sempre me ferraram. E para essa dor não há tecnologia, nem ciência, nem regras úteis e rápidas que possam me ajudar. É preciso apenas superar, e contar com a sorte de um dia esquecer tudo isso. Tudo bem que a única coisa que tenho conseguido ultimamente é passar noites acordada, revivendo lembranças e me revirando com uma dor maldita da qual não consigo me livrar… Sinceramente estou cansada, esgotada de no final dos dias contabilizar minhas perdas. Mas, pensando bem, por mais duro que seja sofrer por querer muito uma coisa, acho que as pessoas que mais sofrem, são aquelas que não sabem o que querem.
“Pelo que vale a pena nunca é tarde demais… Ou cedo demais em alguns casos. Seja aquilo que você quer ser. Não há limite de tempo. Pode começar quando quiser. Você pode mudar ou seguir fazendo a mesma coisa. Não há regras para isso. Você pode escolher o melhor ou o pior da vida. Espero que escolha o melhor. Espero que veja coisas que te surpreendam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas interessantes, com diferentes pontos de vista. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. E se pensar que é capaz, espero que tenha a força… para sempre que preciso for… começar de novo. “
- from: The Curious Case of Benjamin Button -